Álcool 70°: quando ele funciona de verdade e quando é só placebo
O álcool 70° virou sinônimo de limpeza, mas só é útil em cenários específicos. Entenda quando usar e quando ele é só placebo.
O álcool 70° virou sinônimo de limpeza, mas só é útil em cenários específicos. Entenda quando usar e quando ele é só placebo.

Desde a pandemia, o álcool 70° virou sinônimo de higiene. Está na porta de todo comércio, na bolsa de quem sai de casa, na bancada de quem trabalha em home office. O problema: em boa parte dessas situações, ele não está fazendo nada. Não porque o produto seja ruim, mas porque é aplicado do jeito errado, no lugar errado, sobre superfície errada. É aí que um desinfetante real vira placebo de higiene.
Parece contraintuitivo, mas o álcool mais diluído é mais eficiente como desinfetante. A água na composição do álcool 70° ajuda a manter o contato com a superfície por mais tempo, permitindo que o álcool penetre na membrana celular dos microrganismos e os destrua. O álcool 99° evapora tão rápido que não dá tempo de agir.
Estudos comprovam: o álcool etílico a 70% elimina a maioria das bactérias vegetativas, fungos e vírus com envelope lipídico (como o coronavírus) em superfícies duras, em menos de 30 segundos de contato.
Atenção: Nunca misture álcool com água sanitária (hipoclorito). A mistura produz cloreto de acetil, irritante das vias respiratórias. Use um de cada vez, separadamente.
Para sanitização de ambientes grandes (empresas, clínicas, galpões), o álcool 70° em frasco não é prático. Nesse caso, o serviço de sanitização com nebulizador da Prescom é muito mais eficiente e cobre toda a superfície, inclusive o que não dá para alcançar à mão.
A água presente no álcool 70° é essencial para o mecanismo de ação. Ela retarda a evaporação, permitindo que o álcool mantenha contato com os microrganismos tempo suficiente para penetrar na membrana celular e destruí-los. O álcool 99° evapora tão rapidamente que não tem tempo de agir de forma eficaz.
Sim. O álcool etílico a 70% é eficaz contra vírus com envelope lipídico, como o coronavírus, influenza e HIV. Não é eficaz contra esporos bacterianos como o Clostridium, nem contra alguns vírus sem envelope como o norovírus.
Não. Evite usar em madeira natural, borracha, certas tintas e plásticos frágeis, pois pode causar danos. Em superfícies porosas, o álcool não age de forma eficaz. É mais indicado para superfícies lisas e não porosas como aço inoxidável, vidro e plástico rígido.
A eficácia antisséptica é equivalente, ambos a 70%. O gel tem ação mais lenta e prolongada na pele por causa do espessante. Para superfícies, o líquido é mais prático, evapora mais rapidamente e não deixa resíduo pegajoso. Para as mãos, o gel é mais conveniente no dia a dia.
Sempre. Em galão de 5L, o custo por litro é muito menor. Para empresas, a quantidade de superfícies de contato frequente como mesas, maçanetas, balcões e equipamentos justifica o volume. O galão também permite abastecer dispensers de parede, reduzindo desperdício e custo operacional.